quarta-feira, 31 de março de 2010

Rugby - Uniforme oficial das Seleções Brasileiras

Topper informa que venda no varejo começará em Maio

De acordo com a Topper, a linha de vestuário da Confederação Brasileira de Rugby estará disponível no varejo a partir do início de Maio. A empresa divulgará maiores detalhes ao longo das próximas semanas.
Fonte: http://www.brasilrugby.com.br/



sábado, 13 de fevereiro de 2010

Decisão difícil nos céus do Flight Simulator

Era pra ser um voo Congonhas - Fernando de Noronha.
O avião era um 747-400.
Tempo bom, tudo bonito. No entanto, quanto estava cruzando o nível de 9 mil pés, notei que o flap não tinha recolhido totalmente. Pensei comigo: "vamo bora, dá pra ir", e continuei. Que nada. Quando passei Minas Gerais, notei que o combustível tava indo pro saco... sou piloto de Flight Simulator apenas, mas deduzi que o arrasto estava sendo maior com o flap acionado, ocasionado maior gasto de combustível. Resolvi então pousar em Salvador. Estava a 25 mil pés quando mandei o AP descer para 10 mil pés. Peguei a radial 62º do VOR de Salvador. Desci para 2 mil pés e, faltando 14 milhas pro aeroporto, fiz uma curva à esquerda para interceptar o ILS do aeroporto internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães.

Deu tudo certo. Foi boa a experiência (virtual, é claro) de ter que pousar por motivo de pane. Tive que escolher a melhor alternativa e conseguir as cartas de vôo no meio do caminho! Para um "simuleteiro", foi muito legal! Seguem as fotos:









sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O barbeiro de Atibaia

Achei este texto genial, tanto que até me emocionou. Tomo a liberdade de publicá-lo aqui, copiado do site AtibaiaNews, que, por sua vez, puxou do blog "São Paulo tem que mudar".

Gentileza, qualidade do gentil. Ação nobre ou distinta, elegância, galantaria, formosura, amabilidade.
Flavio Ignacio

"Nas últimas férias estive com a familia em um hotel-resort-spa em Atibaia. Como na minha concepção de férias, cabelo, barba e vaidade ficam de fora da bagagem, decidi ir prá cidade e ver se encontrava algum salão de cabeleireiro aberto para banho e tosa.

Assim Luci e eu fomos no ¨centrin¨... algumas lojinhas, camelôs... e alguns cabeleireiros. E, espremido entre lojinhas e um estacionamento... achei um barbeiro! Prá quem não sabe, barbeiro é um local onde antigamente homens iam cortar cabelo, aparar barba e bigode. Pensei comigo "why not? Deve ser barato e rápido...", e assim entrei no salão.

Logo percebi que aquele era um momento incomum, especial. Começando pelos detalhes: chão, espelhos, paredes, silêncio e jornal do dia. Cadeiras de aço e couro amaciado no tempo. Não tocava Madonna nem tinha revista de fofoca na espera. Mas pincel de crina de cavalo, navalha afiada, limpeza de UTI, gel e trim, pente de osso. ¨Boa tarde, o cavalheiro deseja barba e cabelo?¨ Peraí... eu estava de chinelos de dedo, bermuda de surfista, camiseta do Timão, parecendo o lobisomen e cheirando mato... comassim cavalheiro?

Esse foi o primeiro ato da inesperada Aula de Gentileza. Ele era um senhor de 80 e altos anos, elegante e bem aprumado, gel no cabelo, mãos asseadas com loção, aparência tranquila e firme, mãos de cirurgião, roupa impecável, sapatos brilhantes, jaleco alvo-mais-que-a-neve. E o perfume... em todo o ambiente... o inconfundível Leite de Colônia, o que me arrebatou diretamente para minha infância onde outro mestre-barbeiro, Sr. Aderbal, na zona norte de São Paulo, fazia suas gentilezas todos os meses por anos a fio sobre a querida face e cabeça de meu pai, enquanto eu ficava ali maravilhado. Puro encantamento. A partir daí esse senhor demonstrou em cada toque, em cada palavra, singela conversa sobre a beleza e brevidade da vida, algo que havia muito tempo não recebia – GENTILEZA.

Em cima do balcão uma foto em preto e branco, em frente da outra cadeira de barbeiro, vazia. Nela um galã estilo Clark Gable velava elegantemente sobre o trabalho realizado, Fiscal de Gentileza. Informação dolorida: era o parceiro-amigo-irmão que havia falecido há poucos dias, e que por quase 70 anos trabalharam juntos naquele salão. Doeu só de pensar, sete décadas de gentilezas fraternais separados subitamente. Num desejo infantil de tentar consolá-lo, decidi perguntar a ele com minha presunção emebeática (dos que pensam que são mais do que são depois de fazerem MBA), se já não era hora de arrumar um novo sócio. Informatizar o ambiente? Climatizar? Marketing, internet, agenda online?

¨Veja o senhor. Trabalho há mais de 70 anos como barbeiro, sou a terceira geração. Comecei ajudando meu pai, a partir dos 10 anos de idade. Hoje corto o cabelo de bisnetos de meus clientes. Simplesmente não encontro substituto para meu irmão¨, me disse ele entre uma gentil navalhada e outra. ¨Cabeleireiros tem muitos, mas barbeiros, meu amigo, esses não se encontram mais. Barbeiros são aqueles que amam a arte de uma barba bem feita, com qualidade, que sabem atender o cliente, que tem orgulho da profissão. Entrevistei muito cabeleireiros, mas não consigo achar nenhum barbeiro. Outro dia entrou um rapaz aqui querendo trabalhar mas com os tênis sujos... como poder ser isso?¨.

Filhos? Sim, dois. Bem, eles não quiseram seguir a profissão, pois infelizmente decidiram se tornar médicos e trabalhar nos melhores hospitais de São Paulo. Cardiologistas. Uma pena. Quem seguirá este gentil legado? E quem ensinará gentileza às próximas gerações? Tentei então estender meu tempo com ele para aprender mais sobre gentileza, por isso fui inventando mais maneiras de ficar ali absorvendo nobreza... Barba, claro! Nariz, orelhas, sobrancelhas, sim, sim!

Eu mal podia esperar para que minha esposa voltasse de feirinha para apresentá-la ao professor de gentileza. Ao chegar, Luci prontamente se encantou com o charme do mestre, e lhe perguntou de onde vinha aquele cheiro tão gostoso. Galante, ele prontamente pediu-lhe um minuto e, saindo da sala por uns instantes, voltou trazendo um frasco novo de Leite de Colonia para presenteá-la. Puxa vida, que saudade dos tempos em que ser gentil era normal. Sem interesse, ser antes de fazer.

Tenho que sair da cadeira, pagar e voltar ao hotel. Deixei minha inesperada aula de gentileza mais leve e mais humilde. Preciso aprender a ser mais gentil. Se o corte ficou bom? Não faço idéia! No final da sessão de "Imersão de Gentileza" durante as férias, perguntei ao mestre o seu nome... e... para minha surpresa, ele respondeu: ¨Gentil, às suas ordens¨. Seu nome é Gentil! Barbearia do Gentil!"

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Magnus Carlsen: The 19-Year-Old King of Chess

Aos 19 anos, o norueguês Magnus Carlsen, atinge a primeira posição do ranking mundial de xadrez. Sabe quem é o professor dele? Garry Kasparov. Tá explicado. Talento nato + gênio russo de xadrez = melhor do mundo.

Magnus Carlsen: The 19-Year-Old King of Chess

sábado, 26 de dezembro de 2009

Retrato falado?!

Vi esse treco entre os vídeos selecionados de um amigo meu no Orkut. Agora vamos falar sério. Este retratado falado é sério?! Diz ser da polícia boliviana. Se for verdade - os bolivianos que me desculpem -, de que planeta obscuro veio o desenhista? E que polícia é essa que toma por base um rabisco desse? hauhauhauhauha



E, claro, o troço virou piada.




sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um Feliz Natal verdadeiro

Neste Natal, ao invés de desejar felicidades para depois fazer tudo ao avesso, prefiro oferecer o que realmente é bom e vale a pena.
Um gênio tocando obra de gênio - exaltando o que é divino.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Benefícios e desvantagens do xadrez na Internet

Há pouco mais de 10 anos, jogar xadrez era algo um pouco complicado. Não falo dos movimentos das peças nem das regras do jogo, mesmo porque eles são relativamente complicados desde que o xadrez foi inventado. Digo “complicado” pois nessa época existiam basicamente duas formas de se jogar: ou a pessoa ia a um clube de xadrez (o que ainda é raro, principalmente nas pequenas cidades) ou mantinha contato com amigos (geralmente escassos) que sabiam jogar. Hoje, a história é outra. Com o advento da Internet, milhões de enxadristas em todo o mundo conseguem disputar partidas pelo computador, sem sair de casa.

Eu, aqui no Brasil, consigo jogar uma partida com um russo ou um chinês, por exemplo. Consigo disputar torneios e fazer novos amigos. Consigo não só jogar, mas falar com os adversários, antes ou depois das partidas, comentar os lances ou assistir a um dos jogos que acontecem no servidor, em tempo real. Isso é super bacana, claro. Mas a pergunta é: este é o verdadeiro xadrez? Podemos afirmar, com toda certeza, que não.

O xadrez de verdade é aquele “olho no olho”, como se fazia antigamente. O efeito psicológico numa partida é gigante e só quem joga sabe disso. Fazer cara feia durante uma disputa, por exemplo, dá indícios de que a posição não está boa e pode até levar à derrota. O adversário saberá de suas dificuldades e ficará mais à vontade e confiante para fazer os lances. Fatos como esse acontecem diariamente em torneios por todo o mundo.

No entanto, o xadrez pela Internet é um ótimo treino e não deixa de ser algo muito prazeroso, mesmo sabendo que existem centenas de enxadristas (mal-intencionados) que usam programas de xadrez para efetuar lances durante uma partida on-line. O risco de enfrentar “falsos jogadores” existe, mas nem por isso o xadrez virtual perde sua graça. Jogar em servidores como ICC (www.chessclub.com), FICS (www.freechess.org) e JaqueMate (www.jaquemate.org) é muito empolgante e é uma ótima forma de medir a força de jogo.

Apesar dos atrativos, o xadrez pela Internet não substitui o modo antigo e verdadeiro de se jogar. O adversário, presente fisicamente, está olhando no olho, suando na mão, coçando a cabeça, sorrindo - sarcasticamente ou não. Xadrez é uma batalha e em qualquer tipo de luta existe o contato. Por isso, dou uma dica aos enxadristas: procurem um clube de xadrez e participem de torneios “reais”. Esse “mundo virtual paralelo” pode ser muito saudável, mas uma boa dica é deixar as disputas sérias para o mundo real. Lembrem-se: o atual campeão mundial, o indiano Anand, disputou “ao vivo e a cores” o match pela coroa. Não foi pela Internet!