Sábado foi dia de jogar um jogo de tabuleiro com amigos — ou quase, se “jogar” significa viver uma experiência completa, com início, meio e fim.
Peguei meu HeroQuest e fui para a casa dos amigos, munido do tablet para rodar o aplicativo Companion do HeroQuest. Para quem não sabe, em HeroQuest é possível jogar com cinco pessoas: quatro como heróis e uma no papel do vilão Zargon, que comanda os inimigos no tabuleiro, fazendo de tudo para atrapalhar a missão (ou quest) dos heróis. O aplicativo é ótimo, pois estávamos em quatro pessoas. Assim, todos podiam ser os caras do “bem”, jogando de modo cooperativo para cumprir a missão. O aplicativo assumiu o papel do Zargon.
Tudo seria perfeito, mas...
Logo que cheguei, notei que havia esquecido as cartas. Havia colocado sleeves em todas elas — aqueles protetores de plástico — e, como o deck já não cabe mais na caixa do jogo, tive que guardá-lo em uma caixinha separada. Sim, quando peguei a caixa principal do jogo acabei esquecendo das cartas... deixei a bendita caixinha em casa!
Fui, então, buscá-la. Após uns 20 minutos, cheguei de volta. O pessoal já estava esperando, com o mapa aberto na mesa e as miniaturas ajeitadas de lado.
Começamos a aventura, e o aplicativo logo colocou um monte de monstros nas masmorras e túneis. A gente teve que se virar e, depois de muitas rolagens de dados, nos vimos enrascados.
O Anão foi o primeiro a morrer. Na sequência, o Mago.
Eu, como Bárbaro (cujo nome é "Brutucu", mas que de brucutu não tinha nada - pois não conseguia dar as porradas ferozes que todos esperavam de um brutamontes!), me senti ferrado quando uma leva de zumbis começou a se enfileirar pelos corredores. Chamei o Elfo para me ajudar, mas ele estava meio longe, travado em um corredor onde os escombros escondiam uma armadilha.
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| Meu bárbaro "Brucutu" aparece aí, perto do inimigo (Esqueleto), com a espada em punho - mas meio escondido atrás da porta, na foto |
Consegui me desvencilhar de um agrupamento de inimigos e, quando fui entrar na próxima sala, tentando achar a porta que nos levaria ao final da missão, o aplicativo travou. Pô, congelou a tela! Um olhou para a cara do outro. E agora?
Sem Zargon, não dava para terminar a aventura.
Aí veio a ideia de um dos nossos amigos: deixemos que quem teve seu herói derrotado agora assuma a tarefa de Zargon!
Ótima ideia.
Fui, então, pegar o livro de quests e, para minha surpresa, notei que a missão que estávamos jogando não era a mesma que teríamos que jogar em nossa campanha!
Quando abri o aplicativo para iniciar a jogatina, eu havia escolhido a quest errada. E só percebemos a besteira naquele momento.
No fim, não terminamos a aventura — a “desventura”, na verdade —, com a certeza de que eu, mais uma vez, me atrapalhei nas jogatinas. Afinal, em outras ocasiões também já fiz confusão, rs. Principalmente na vez em que deixei meu amigo jogar com os Anões em Terra Mystica, mas o coloquei em um local que não era adequado para a facção! rs
Ainda bem que o pessoal me conhece bem, sabe das minhas “caprichadas” e, apesar da frustração, ninguém ficou realmente bravo.
A quest que queríamos ter jogado ficou agendada para a próxima, e tudo bem.
O que importa, enfim, foram as boas risadas entre amigos. :)








