Nunca parei para ler sobre a história do Sudoku, um puzzle que sempre achei muito interessante e que aparece ao lado das palavras cruzadas do caderno de Cultura dos jornais. Hoje, então, resolvi parar para pesquisar sobre esse passatempo matemático que é genial. Para minha surpresa, apesar do nome japonês, ele foi criado nos Estados Unidos. O Japão foi quem o popularizou, deu o nome Sudoku e teve papel importante para que ele se tornasse o fenômeno mundial que conhecemos hoje. Na verdade, antes de falar sobre o Sudoku e a febre mundial que se tornou, é preciso falar sobre o matemático suíço Leonhard Euler. Ele estudou os chamados “quadrados latinos”: uma grade em que cada símbolo aparece uma única vez em cada linha e coluna. Por exemplo:
1 2 3 4
2 3 4 1
3 4 1 2
4 1 2 3
Isso não era Sudoku (ainda). Faltava a característica fundamental das regiões 3x3. Mas a ideia matemática dos quadrados latinos está na raiz do jogo.
Aí veio, então, o arquiteto americano Howard Garns, que criou o Sudoku como conhecemos hoje em 1979 (um ano antes de eu nascer!). E olha só: o hobby dele era justamente criar quebra-cabeças, ou seja, tinha que ser ele mesmo. Howard elaborou uma grade 9x9, dividida em nove quadrados de 3x3, exatamente como conhecemos hoje.
O quebra-cabeça foi publicado pela revista Dell Pencil Puzzles & Word Games, mas não se chamava Sudoku. Chamava-se “Number Place” (literalmente, algo como “colocação de números”). Bem, para resumir, diz a História que ele não ficou famoso por sua invenção! Ele morreu em 1989, antes do Sudoku se transformar no fenômeno mundial que conhecemos.
Agora vou falar qual o método que uso para completar um desafio de Sudoku. Como é possível ver neste puzzle abaixo (que completei minutos antes de escrever estas linhas), primeiro quebro a cabeça encaixando os números nos espaços onde tenho certeza que devem ser posicionados (a regra é simples: não pode repetir os números de 1 a 9 nas linhas horizontais e verticais, nem dentro das regiões 3x3).
Depois de fritar um pouco a cachola, geralmente ficam restando espaços onde são possíveis encaixar dois números diferentes. Meu método de “jornalista-de-humanas-que-nunca-estudou-matemática-como-se-deve” consiste, então, em fazer belos chutes escrevendo a lápis, pois daí é possível apagar ao perceber que a vaca foi para o brejo, com as sequências erradas. Como disse, depois de um tempo, o quadrado 9x9 ou as linhas e colunas aceitam duas opções de números, então, coloco o outro número no lugar daquele que eu apaguei e sigo completando. É uma espécie de tentativa e erro, que, para mim, costuma funcionar muito bem, mas juro que não sei se isso é o certo a fazer. Depois pesquiso mais para ver se existe uma fórmula exata – que não seja a do chutômetro. De todo modo, como não sou matemático, creio que até me saio bem nessa brincadeira apaixonante.

Nenhum comentário:
Postar um comentário